A incrível história de como os Cavaleiros Templários ‘inventaram’ os bancos

Autor: Tim Harford
Fonte: BBC

Na Fleet Street, uma das mais movimentadas do centro de Londres, a dez minutos a pé da Trafalgar Square, existe um arco de pedra pelo qual muita gente pode passar e viajar no tempo. Um pátio tranquilo leva a uma capela estranha, circular, e a uma estátua de dois cavaleiros em cima de um único cavalo. A capela é a Temple Church, construída pela Ordem Dos Templários em 1185, quando ficou conhecida como a “casa londrina dos Cavaleiros do Templo”. Mas a Temple Church não tem apenas uma importância arquitetônica, histórica e religiosa. Ela também foi o primeiro banco de Londres.

Os Cavaleiros Templários eram monges guerreiros. Era uma ordem religiosa, com uma hierarquia inspirada na teologia e uma missão declarada – além de um código de ética –, mas também um exército armado e dedicado à “guerra santa”. Mas então como eles chegaram ao negócio dos bancos?Leia mais »

Considerações sobre o Rito Moderno ou Francês

Autor: Antonio Onias Neto1
Fonte: Bibliot3ca

Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações (?) ou afirmativas gratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ateu. É lamentável que maçons, que deveriam conhecer um pouco de filosofia e teoria do conhecimento, façam confusão entre ateísmo e agnosticismo. O Rito Moderno, por saber que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, abraça a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento do Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o agnosticismo. Afirmando assim uma posição de humildade perante o Absoluto, o que deveria ser característica de todo Maçom.

Acrescente-se mais que o Gnosticismo, como teoria da possibilidade de conhecimento (não confundir com os chamados “Gnósticos” do início da Era Cristã), afirma que é possível conhecer o absoluto. Ora, o Ateísmo, ao afirmar categoricamente a inexistência de Deus, pertence à corrente gnóstica, posto que, nessa assertiva, mostra ser possível conhecer o Absoluto, donde podemos concluir que o ateu jamais será agnóstico e o agnóstico não pode ser ateu, pois suas teorias da possibilidade do conhecimento se chocam frontalmente.Leia mais »

O DNA Maçônico

Autor: José Maurício Guimarães
Fonte: O Malhete

O ano 2016, um dos mais difíceis – senão o mais difícil para o Brasil – chega ao fim. E permanece a pergunta: a democracia republicana, como posta em prática, tem garantido a ordem e o progresso de nossas instituições? E a maçonaria que praticamos – cópia equivocada dos sistemas políticos republicanos – contribuiu para tornar feliz a humanidade, combatendo a tirania, a ignorância, os preconceitos e os erros, promovendo o bem-estar da Pátria?

A maçonaria é uma criação humana fundada nos princípios tradicionais da liberdade, igualdade e fraternidade entre as pessoas. Essa tríade, composta pela independência legítima dos cidadãos e das nações, pela submissão às mesmas leis, direitos e obrigações assim como pela harmonia entre os que lutam por uma mesma causa, é que torna nossa Ordem um organismo vivo.Leia mais »

A Geometria e o Número na Arte Real (Parte II)

Autor: Marc Garcia
Tradução: Sérgio Koury Jerez
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

Diz o Gênese que Deus concluiu a Criação em seis dias, “e repousou no sétimo dia de todo o labor que fizera”1. O sete simboliza o reencontro, no plano da Criação, da Unidade imutável que é sua origem e síntese, o que se expressa aritmeticamente mediante a soma dos sete primeiros números inteiros: 7 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28 = 2 + 8 = 10 = 1 + 0 = 1. Também se diz que o sete é o número da Formação, consequência imediata das distinções que nossa mente estabelece entre as coisas criadas – representadas pelo senário – que aparecem por isso revestidas de formas.

A construção do heptágono e da estrela de sete pontas, imagens simbólicas do septenário, expressa geometricamente a observação exterior, se é que se pode chamar assim, que a mente efetua da manifestação projetando sobre ela as formas2. Para dividir uma circunferência em sete partes iguais e assim determinar os vértices de um polígono regular inscrito de sete lados, há que traçar um diâmetro e dividi-lo em sete segmentos de igual comprimento. Em seguida, com raio igual ao diâmetro desenhado e centros nos dois extremos deste, se abrem dois arcos circulares que se cortam em dois pontos exteriores à circunferência. A reta que passa por um destes pontos e pela segunda das seis divisões marcadas sobre o diâmetro com o fim de dividi-lo em sete partes iguais, corta a circunferência em dois pontos. Tomando a distância entre o ponto mais próximo à segunda divisão do diâmetro e o extremo do diâmetro que se acha mais próximo de tal ponto, e usando-a sete vezes como corda da circunferência, achamos os sete vértices do polígono inscrito3. O heptágono se constrói unindo pares de vértices contíguos, enquanto que a estrela de sete braços se obtém traçando uma poligonal que passe pelo primeiro de cada três vértices (isto é, unindo o primeiro vértice com o quarto, o quarto com o sétimo, o sétimo com o terceiro, etc.), ficando fechada ao cabo de três circulações completas.Leia mais »

A Geometria e o Número na Arte Real (Parte I)

Autor: Marc Garcia
Tradução: Sérgio Koury Jerez
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

A Maçonaria encarna uma via iniciática por meio da qual ainda é possível, num Ocidente obscuro e enfermo, vincular-se efetivamente à Tradição Unânime e Primordial. Trata-se de uma Arte na qual foram purificados e endossados símbolos, ritos e mitos de ordem cosmogônica que reis, guerreiros e homens de ofício reconheceram, desde tempos imemoriais, como suportes para a realização metafísica.

O neófito iniciado nos mistérios da Arte Real recebe uma influência espiritual que opera sua regeneração psíquica, isto é, seu renascimento ou tomada de consciência de si mesmo como homem verdadeiro. Este despertar corresponde simbolicamente a um percurso de um ponto de uma circunferência até seu centro, e também a uma conta ao inverso, que parte do denário e termina na Unidade, princípio gerador da multiplicidade implícita na década. Acabada a viagem pelos pequenos mistérios, começa, sem solução de continuidade, o trânsito pelos mistérios maiores, a ascensão pelo eixo imóvel em torno ao qual gira a roda do porvir, ou raio que, atravessando o Sol, traça a via que devolve o ser ao seio do Não-Ser.Leia mais »

Gays na Maçonaria

Autor: Kennyo Ismail
Fonte: No Esquadro

Este é um grande tabu na Maçonaria brasileira. Um assunto tão polêmico que é evitado, a ponto de eu ter recebido algumas solicitações para não o incluir na obra Debatendo Tabus Maçônicos.

Sem entrar no mérito da discussão (que nem ao menos é realizada), me aterei aos fatos relacionados ao tema no meio maçônico internacional, de forma a fornecer informações aos interessados em, quem sabe, um dia debatê-lo.Leia mais »

Filhos da Luz na Terra Santa: Os Maçons Fundadores da Moderna Israel

Autor: Yaron Gal Weis
Tradução: Kennyo Ismail
In: Fraternitas in Praxis – v. 1, n. 1 (2013)
Fonte: Fraternitas in Praxis

Introdução

Este artigo é baseado no livro “Filhos da Luz na Terra Santa”, escrito pelo excelentíssimo Irmão Leon Zeldis, Fellow da Philalethes Society, membro da Sociedade dos Frades Azuis, 33°, Past Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho do Rito Escocês para o Estado de Israel, Grão-Mestre Adjunto de Honra da Grande Loja do Estado de Israel.

O escritor deste artigo não tem qualquer intenção de discutir o escopo completo do profundo e sério trabalho histórico do ilustre Irmão Leon Zeldis. Na verdade, opta-se aqui por seguir um argumento específico que sugere que o Estado de Israel foi concebido e fundado por maçons e por pessoas ligadas a esses.Leia mais »

A Simbologia da Franco-Maçonaria (Parte III)

Autor: Francisco Ariza
Tradução: Sérgio Koury Jerez
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

A Loja, Imagem do Mundo

Em primeiro lugar, prestemos atenção ao sentido etimológico da palavra Loja: ela deriva de Logos, que é o Verbo ou Palavra, que emitida no mundo o resgata das trevas e do caos, criando assim a possibilidade da manifestação e da ordem universal. Igualmente, “Loja”, se não etimologicamente mas quanto a seu sentido simbólico, é idêntica à palavra sânscrita loka, que quer dizer “mundo”, “lugar” e, por extensão, “cosmos”. Por outro lado, também se dá uma identidade entre Loja, Logos e o grego lyke, que significa “luz”.

Aqui temos, em resumo, o que distingue a Loja maçônica: um espaço iluminado, mas iluminado interiormente graças à influência espiritual transmitida pela iniciação. Daí que a Loja se assemelhe à “caverna iniciática”, termo que se utiliza em diversas tradições para designar o que há de mais central e oculto no cosmos: seu próprio coração. Como a caverna iniciática, ou o athanor hermético, a Loja permanece protegida e a coberto do mundo profano e das “trevas exteriores”, que jamais penetrarão nela porque na realidade se encontra situada em outro plano. Explicando melhor: não se trata de um “lugar” no sentido literal, mas sim da consciência interna onde habita o mistério da alma humana. Evidentemente existe uma Loja concreta e física, que pode estar situada em qualquer rua de qualquer cidade de qualquer nação, e que pode mudar de localização tantas vezes quanto se queira. O importante é que o templo exterior simboliza com imagens mnemônicas e evocadoras nosso próprio espaço e tempo interior. Além das aparências deve penetrar-se no que estas velam e ocultam, pois do que se trata, realmente, é de conhecer o “Templo que não está feito por mãos de homem”, como dissemos anteriormente.Leia mais »

A Simbologia da Franco-Maçonaria (Parte II)

Autor: Francisco Ariza
Tradução: Sérgio Koury Jerez

Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

Chegamos assim à primeira metade do século XVII, onde assistimos ao surgimento do movimento hermético-cristão ao qual se convencionou chamar de “iluminismo rosa-cruz”. Esse movimento, que concedia uma importância especial à invocação dos nomes divinos hebreus e cristãos, assim como às analogias e correspondências entre os três mundos ou planos da manifestação universal-corporal, anímico e espiritual – viria a ser decisivo para a gestação da Maçonaria especulativa. Os rosacrucianos, dentre os quais se encontravam autênticos homens de conhecimento do porte de Robert Fludd, Michel Maier e Juan Valentín Andreae (autor de As Bodas Químicas de Christian Rosenkreutz), eram, por assim dizer, o braço exterior e visível da enigmática “Ordem da Rosa-Cruz”, da qual tomaram o nome. Esta sociedade hermética era composta por doze membros (número primordial) que permaneceram sempre no mais completo anonimato, justificado pelas condições, cada mais vez mais adversas, provocadas pelo poder exercido de forma autoritária pela maior parte da nobreza e do dogmatismo inquisitorial. Esse “Colégio Invisível da Rosa-Cruz”, como igualmente se denominava, herdou, graças a organizações filo-templárias como a Fede Santa à qual pertenceu Dante, o essencial do simbolismo do Templo.Leia mais »

A Simbologia da Franco-Maçonaria (Parte I)

Autor: Francisco Ariza
Tradução: Sérgio Koury Jerez
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

Neste trabalho dedicado à simbologia universal, não poderiam faltar algumas reflexões sobre o importante simbolismo da Maçonaria, que representa, junto à tradição Hermética–Alquímica, a única via iniciática não religiosa que sobrevive ainda na Europa e sua área de influência cultural. E isto é assim embora, na atualidade, muitos maçons não conheçam – ou conheçam de forma muito limitada – o caráter simbólico e iniciático de sua Ordem. Alguns chegam inclusive a negar esse aspecto essencial da maçonaria, crendo que esta só persegue fins sociais e filantrópicos. Há outros, inclusive, que só vêm na riqueza simbólica da Maçonaria uma fonte inesgotável onde alimentar suas próprias fantasias “ocultistas”, tão em moda hoje em dia. Sem dúvida, esta suplantação dos verdadeiros fins da Maçonaria e, por conseguinte, a infiltração das “ideias” profanas, só podia acontecer numa época que, como a nossa, vive imersa na mais profunda obscuridade intelectual e espiritual.

Devemos esclarecer que aqui se vai falar da Maçonaria tradicional, ou seja, daquela que mantém vivos e permanentes, através dos símbolos, dos ritos e dos mitos, os laços com as realidades cosmogônicas e metafísicas emanadas da Grande Tradição Primordial, da qual a Maçonaria é (em verdade) uma ramificação. No nosso entender, e considerada desta maneira, a Maçonaria, igual a qualquer outra organização tradicional, oferece ao homem caído e ignorante os elementos necessários para levar a cabo sua própria regeneração e evolução espiritual. A estrutura simbólica e ritual da Maçonaria reconhece numerosas heranças procedentes das diversas tradições que foram se sucedendo no Ocidente durante, pelo menos, os últimos dois mil anos. E este feito, longe de aparecer como um mero sincretismo, revela nesta Tradição uma vitalidade e uma capacidade de síntese e de adaptação doutrinal que lhe valeu o nome de “arca tradicional dos símbolos”.Leia mais »