Procura-se

Autor: Pedro Campos de Miranda
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

Procura-se um homem que luta para preservar e desenvolver os valores de seu templo interior. Esse homem é acusado de ser livre e de ter bons costumes, de gostar de aparar as arestas da imperfeição, de ser um incansável pesquisador da verdade. De procurar respeitar a humanidade, tolerando suas crenças diversas, mas sempre obstinado em palmilhar a senda espiritual que conduz à luz maior que é Deus, o Grande Arquiteto do Universo.

Esse homem é apontado como elemento que incomoda aos que não dão aos outros o direito de pensar e que não permitem a ninguém tentar encontrar explicações inteligentes sobre o início da vida do homem, sobre a criação e o funcionamento desse universo fantástico, sobre como os homens devem amar-se uns aos outros, independentemente de raças, de posições sociais, etc. Tal homem combate ininterruptamente o ódio que ainda hoje provoca matanças de irmãos criados pelo mesmo Pai.Leia mais »

A corda de 81 nós: uma visão operativa

Autores: Lincoln Gerytch, Sérgio Koury Jerez, Ulisses Pereira da Silva Massad
Fonte: Bibliot3ca

A arte da cordoaria e os nós

O uso de cordas, cordões, nós e laços pelo homem se confunde com a sua própria história. Fundamentais para a evolução da espécie e extremamente valiosos para o estabelecimento de sua supremacia sobre outros animais, o desenvolvimento destes recursos como parte do ferramental de sobrevivência humano só deve ser posterior, na escala tecnológica – se o for – ao emprego de pedras, paus e ossos pelas comunidades primitivas. Supõe-se – já que não há provas materiais disso – que mesmo o Homo habilis, que viveu entre 2,5 e 1,6 milhões de anos atrás, na África oriental, já fosse capaz de realizar atividades básicas de cordoaria e entrelaçamento de fibras.

Os primeiros materiais para confecção de cordas devem ter sido trepadeiras, cipós, peles de animais, cabelos, junco, cânhamo, tendões e tripas. Inicialmente, elas devem ter sido utilizadas para confeccionar abrigos, leitos em árvores e atar coisas a serem transportadas, e deve ter se passado um longo tempo até que os nossos ancestrais percebessem o seu valor no desenvolvimento de artefatos de caça, pesca, ataque e defesa.Leia mais »

A Estrela Flamígera

Autor: Kennyo Ismail
Fonte: No Esquadro

Infelizmente, até os mais respeitáveis escritores maçons deixaram com que suas formações cristãs influenciassem sobre este tema, pecando em sua interpretação. Nas instruções originais de Thomas Webb, amplamente divulgadas nas Grandes Lojas Americanas, a Estrela Flamígera é símbolo da estrela que guiou os sábios até o local de nascimento de Jesus. Por sorte, essa interpretação foi retirada quando da revisão das instruções, em 1843, na Convenção de Baltimore. Albert Pike, não satisfeito, praticamente copiou essa interpretação de Webb em seu famoso livro Moral & Dogma, em 1871. Importante ressaltar que são afirmações sem qualquer embasamento histórico.

Alguns autores brasileiros conseguiram ir mais além no mundo da imaginação. Na teoria desses, multiplicada por trabalhos apresentados nas Lojas, a Estrela Flamígera foi inventada por Pitágoras e nomeada por Agrippa, sendo usada pela primeira vez em um ritual de 1737 na França.

Essa teoria seria ótima, se não houvesse vários pentagramas de origem mesopotâmica, babilônica, egípcia, registrados em pedra e datados de, pelo menos, 3.000 a. C., ou seja, mais de dois milênios antes de Pitágoras nascer.Leia mais »