A Geometria e o Número na Arte Real

Autor: Marc Garcia
Tradução: Sérgio Koury Jerez

A Maçonaria encarna uma via iniciática por meio da qual ainda é possível, num Ocidente obscuro e enfermo, vincular-se efetivamente à Tradição Unânime e Primordial. Trata-se de uma Arte na qual foram purificados e endossados símbolos, ritos e mitos de ordem cosmogônica que reis, guerreiros e homens de ofício reconheceram, desde tempos imemoriais, como suportes para a realização metafísica.

O neófito iniciado nos mistérios da Arte Real recebe uma influência espiritual que opera sua regeneração psíquica, isto é, seu renascimento ou tomada de consciência de si mesmo como homem verdadeiro. Este despertar corresponde simbolicamente a um percurso de um ponto de uma circunferência até seu centro, e também a uma conta ao inverso, que parte do denário e termina na Unidade, princípio gerador da multiplicidade implícita na década. Acabada a viagem pelos pequenos mistérios, começa, sem solução de continuidade, o trânsito pelos mistérios maiores, a ascensão pelo eixo imóvel em torno ao qual gira a roda do porvir, ou raio que, atravessando o Sol, traça a via que devolve o ser ao seio do Não-Ser.Leia mais »

A Geometria e o Número na Arte Real (Parte II)

Autor: Marc Garcia
Tradução: Sérgio Koury Jerez
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

Diz o Gênese que Deus concluiu a Criação em seis dias, “e repousou no sétimo dia de todo o labor que fizera”1. O sete simboliza o reencontro, no plano da Criação, da Unidade imutável que é sua origem e síntese, o que se expressa aritmeticamente mediante a soma dos sete primeiros números inteiros: 7 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28 = 2 + 8 = 10 = 1 + 0 = 1. Também se diz que o sete é o número da Formação, consequência imediata das distinções que nossa mente estabelece entre as coisas criadas – representadas pelo senário – que aparecem por isso revestidas de formas.

A construção do heptágono e da estrela de sete pontas, imagens simbólicas do septenário, expressa geometricamente a observação exterior, se é que se pode chamar assim, que a mente efetua da manifestação projetando sobre ela as formas2. Para dividir uma circunferência em sete partes iguais e assim determinar os vértices de um polígono regular inscrito de sete lados, há que traçar um diâmetro e dividi-lo em sete segmentos de igual comprimento. Em seguida, com raio igual ao diâmetro desenhado e centros nos dois extremos deste, se abrem dois arcos circulares que se cortam em dois pontos exteriores à circunferência. A reta que passa por um destes pontos e pela segunda das seis divisões marcadas sobre o diâmetro com o fim de dividi-lo em sete partes iguais, corta a circunferência em dois pontos. Tomando a distância entre o ponto mais próximo à segunda divisão do diâmetro e o extremo do diâmetro que se acha mais próximo de tal ponto, e usando-a sete vezes como corda da circunferência, achamos os sete vértices do polígono inscrito3. O heptágono se constrói unindo pares de vértices contíguos, enquanto que a estrela de sete braços se obtém traçando uma poligonal que passe pelo primeiro de cada três vértices (isto é, unindo o primeiro vértice com o quarto, o quarto com o sétimo, o sétimo com o terceiro, etc.), ficando fechada ao cabo de três circulações completas.Leia mais »

A Geometria e o Número na Arte Real (Parte I)

Autor: Marc Garcia
Tradução: Sérgio Koury Jerez
Fonte: O Ponto Dentro do Círculo

A Maçonaria encarna uma via iniciática por meio da qual ainda é possível, num Ocidente obscuro e enfermo, vincular-se efetivamente à Tradição Unânime e Primordial. Trata-se de uma Arte na qual foram purificados e endossados símbolos, ritos e mitos de ordem cosmogônica que reis, guerreiros e homens de ofício reconheceram, desde tempos imemoriais, como suportes para a realização metafísica.

O neófito iniciado nos mistérios da Arte Real recebe uma influência espiritual que opera sua regeneração psíquica, isto é, seu renascimento ou tomada de consciência de si mesmo como homem verdadeiro. Este despertar corresponde simbolicamente a um percurso de um ponto de uma circunferência até seu centro, e também a uma conta ao inverso, que parte do denário e termina na Unidade, princípio gerador da multiplicidade implícita na década. Acabada a viagem pelos pequenos mistérios, começa, sem solução de continuidade, o trânsito pelos mistérios maiores, a ascensão pelo eixo imóvel em torno ao qual gira a roda do porvir, ou raio que, atravessando o Sol, traça a via que devolve o ser ao seio do Não-Ser.Leia mais »